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3 de mai. de 2019

Quando queremos, o corpo não ajuda

Há pouco mais de 2 meses comecei a aprender espanhol sozinho, no Duolingo e outros sites/apps, inclusive de gramática, e com livros em mãos. Tenho extrema facilidade para compreender idiomas, em apenas 2 meses e consigo conversas com nativos, incrível... Mas... Não tão incrível como eu achava.
Não consegui manter o mesmo ritmo na faculdade, acabei ficando com notas na média, geralmente me situo  entre 8 e 10. Estudei espanhol em todos os dias nestes 2 meses, assiduidade incrível (pra mim). Geralmente largo as coisas com apenas alguns dias.
Pensei, talvez, que isso foi como um escape das responsabilidades, o novo idioma serviu como fuga da realidade. E que fuga! (risos de nervoso). Nesta semana, com as notas ruins e péssimo desempenho, percebi que aprender um novo idioma me exauriu, talvez devido à imensa frequência, tal objetivo requer uma energia colossal, principalmente em tão pouco tempo, o cérebro precisa se acostumar e criar novas conexões, isso me causou talvez (Síndrome de Burnout), quando a gente se dedica em muito tempo com algo e deixamos outras áreas da vida pendentes, a mente não percebe, mas o corpo e a parte física do cérebro ficam exauridos, isso gera fadiga excessiva que leva a muitos problemas, desequilíbrios, depressão etc.
Isso aconteceu, infelizmente, o cérebro é tão limitado, pensei que poderia fazer isso, manter a faculdade, outras tarefas da vida pessoal e profissional tranquilos. Porém isso não aconteceu, a ansiedade social voltou... Eu não sei o que fazer, mas parei em espanhol pelas próximas semanas.

24 de set. de 2018

Por Enquanto (e não é a música da Legião Urbana)

Sou o tipo de pessoa que costuma rir de situações sérias, podem arrancar a minha perna e poderei soltar uma gargalhada monstra (também não é para tanto).
Não sei o que está acontecendo, tenho pegado uma "aversão social", apesar de não ter tido problemas como antes tinha, a fobia social diminuiu. Porém, só de saber que terei que sair de casa, já me causa um pesar horrível nos ombros, é um peso imensurável e que consome também a alma. É como se a gravidade me destroçasse de tão próximo do centro do planeta, quanto mais próximo do centro de grandes objetos do Universo, a pressão é tão grande sobre um corpo que o esmaga.
Então, é assim que me sinto ao perceber que terei que abrir a porta de casa no próximo dia, ainda bem que a faculdade é à noite, assim facilita, é no escuro, e a noite é mais tranquila, isso ajuda. mas pelo dia. Os animais na floresta são sortudos, tirando a parte dos caçadores e da cadeia alimentar, mas queria ser o gavião, está no topo(quando um humano não o acerta), mas vive mais isolado, e estou cercado de humanos, então...

Sou tão nerd, tão inteligente, mas sou tão desastrado, vivo em outra "realidade", as motivações são distintas das outras pessoas, os modos, as manias, os pensamentos, a frequência, o jeito de andar, de falar, de interagir.

"Viver, e não ter a vergonha de ser feliz / Cantar e cantar e cantar / E a beleza de ser um eterno aprendiz / Eu sei que a vida devia ser bem melhor (e será?)..."
Não gosto de pessoas que certificam o futuro, ninguém esteve, não dá para confirmar, a probabilidade é de:

"Ainda é cedo amor / Mal começastes a conhecer a vida / Já anuncias a hora da partida / Sem saber o rumo que irás tomar [...] Ouças-me bem amor / Preste atenção / O mundo é um moinho / Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos/ [...] Abismo que cavastes com teus pés."

Procrastinação é minha palavra e Paradoxo minha segunda, estas me arrastam, e:
"Meu partido, é um coração partido / E as ilusões estão todas perdidas / Os meus sonhos foram todos vendidos / Tão barato que eu nem acredito/ [...] Eu vou pagar a conta do analista / Pra nunca mais saber quem eu sou."

16 de mar. de 2018

No Pain No Aim

A pior dor não é a da perda, o que dói não é a morte.

We were running somewhere in the dark
Thought the youth will last forever
You're the one will always in my heart
There is nothing could be better
We could speak without any words
You would hear that I was breathing
And we thought that there is nothing worse
To lose the faith and don't believe in
But now the feelings gone
We don't know why that it's hard to be together
\n Oh how we wasted love
I spent the years and tried to forget it
I spent the years and tried to forget it
I spent the years and tried to
I spent the years and tried to forget it
But I can't

A pior dor é a de nunca ter se encontrado, o que dói é a vida.

É ter que respirar sem sentir o ar.
É pensar sem saber no que pensar.
É sentir sem saber o que se sente.

8 de jan. de 2017

Lápide Vazia

Não importa a quantidade de amigos, as qualidades deles(as), quantas partes de grupos que achei que levaria a vida inteira, sabe? Gente fazendo parte da minha vida, aquela inocência de achar que as amizades, as brincadeiras, a própria estabilidade, virar adulto e realizar seus sonhos, conquistar seu espaço ness(t)e mundo, ser só mais um nome em uma lápide.
"Se me perco, por favor, não me encontre/
Se eu me afogar, deixe-me afundar"
Mas aí chega as responsabilidades, quanto mais tenta, mais se decepciona, não há mais ninguém lá, você está só, todos se distanciaram, você acaba sendo uma pessoa "deixada", e com seus transtornos sozinha, a cabeça dói imensuravelmente, o vento vazio e dolorido a roçar a pele. Só restando a solidão e as lágrimas. Ninguém gosta de você, e só resta viver uma vida fracassada, de sonhos destruídos por você e por essa sociedade esdruxula, é um vazio e solidão que liberta e ao mesmo tempo lhe soca em todos os músculos, até socar também a alma, e você não pode fazer nada, não há ninguém para lhe defender e nem você pode se defender por si.
É uma briga eterna e diária, você só perde, nem empata nem ganha. É viver morrendo diariamente até... Só restar uma lápide vazia, ninguém visita, ninguém se quer deixa flores, nada cresce no seu túmulo. A vida não é um palco, é o pós-vida em toda vida até não haver mais após, nem vida.

11 de dez. de 2016

Gelo-amigo

Chega um tempo em que tudo sufoca, e você percebe no final do ano ouvindo aquela canção natalina "então é natal, e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez", arghh, parece um vômito musicado.
Durante muito tempo tive muitos amigos, apesar de ser uma pessoa muito quieta, as pessoas se sentem bem ao meu redor, alguém que elas podem confiar, até mesmo eu duvidando disso, já vi amigo chorar no meu ombro contando que a namorada tinha terminado, já aturei amigo bêbado divorciado, eu sempre lá, ajudando, dando conselhos, várias garotas já me usaram como ombro amigo, aquela pessoa que está sempre lá para os "ditos" amigos, não por obrigação, mas por ser uma pessoa boa, que gosta de agradar, de ouvir os problemas das outras pessoas, não é à toa que sou(na verdade, era) o psicólogo dos amigos e conhecidos e até de desconhecidos, aparece gente que não me conhece, até bem mais velha que eu pedindo alguém, alguma companhia.
E todas essas pessoas, sem exceção, se foram rapidamente ou com mais tempo, não importa o vínculo criado, mas foram, só me usaram, só se lembram de mim quando precisam. Eu cansei disso, não sobrou ninguém, nenhuma pessoa, e quando elas vêm novamente me contar seus problemas, eu não me importo mais, me distanciei das pessoas, vivo minha vida solitariamente cheia de livros, games, animes, HQs e Netflix. As pessoas com quem mais converso são aquelas dos caixas, para compras, contas e afins. Não estou mais lá para ouvi-las, me sinto usado, abusado, decidi me valorizar, equilibrar.
A ingratidão dos seres humanos é tão grande, imensa, que ao virem até mim, ainda me tacham de frio, distante, fechado. É a mesma coisa que acusar um inocente baleado à queima-roupa de ter levado o tiro, mas não vivemos na Matrix, tampouco somos escolhidos, ou os escolhidos, como dizem livretos dos contos da carochinha, bando de babacas!
Assim como na guerra existe o fogo-amigo, que é quando o soldado atira em seus próprios companheiros, defino como gelo-amigo essa condição de "amizade", dizem que, assim sendo, somos pessoas frias e/ou antissociais, mas na verdade somos as mais quentes, no fundo, como um vulcão adormecido, elas que são pessoas frias com corações de gelo, nos trataram como seres postiços, mas ser assim meio ingênuo e bonzinho, meu verdadeiro eu, sempre de prontidão para ajudar. Evitar ter contatos por isso, para ajudar, mesmo sozinho, sem esperar agradecimentos e sem querer ter amigos novamente, e se for o caso, ser bom e ajudar só por si, apenas, para se sentir bem, mas não permitir que pisem na nossa calçada pedindo abrigo em um dia de chuva para depois sumir na primeira trégua que a tempestade dá.

8 de dez. de 2016

Madrugada melancólica

Aquele momento fatídico da madrugada que vem as deprês, os lamentos, as saudades, as nostalgias tudo de uma vez em um uma torrente, e você abre a geladeira e não tem uma gota de álcool, nada de útil para acompanhar umas músicas melancólicas de Adriana Calcanhotto.
O único jeito é desligar tudo, pegar um caderno, um lápis, uma vela e um copo de café com leite, sentar-se em um chão frio recostado na parede e ver se sai alguma coisa ou se ficará apenas rabiscando sentado até sabe-se lá que horas, ou até mesmo não fazendo absolutamente nada, só admirando a pequena chama e pensando ou tentando fugir dos pensamentos.
Várias indecisões que se alteram, e a cada segundo, a cada troca de pensamento são como cortes pungidos com lâminas nostálgicas em nossa alma, sentir tudo e nada ao mesmo tempo. Só "aproveitando" no seu cantinho solitário a vida que tem, sem mais nem menos, só a própria existência pura do jeito que ela é, e, às vezes, lágrimas lhe acompanhando.
E tudo parece desabar em nós, como se só não caímos por causa do chão, que nos mantém e nos segura, enquanto nossos problemas e o peso de existir nos esmaga para baixo, mas o chão nos segura e acabamos sendo exprimidos, só esperar que no outro dia acordemos fingindo que nada aconteceu ou que a multipolaridade faça-nos acordar bem, ainda que temporariamente. Esperando ou não se importando com o tempo quando tudo cairá em cima novamente nos tornando seres pesados e, talvez, mais sozinhos.